sexta-feira, 12 de junho de 2009

Lacan

As vertentes e lados em que inseridos estão os sujeitos por consequência da alienação inata de viver onde tudo parece ser o que na verdade e não é a verdade, é, sim uma gama de suposições, ou também hipóteses.
Vemos sujeitos que se comportam com a voracidade de um visionário ao tempo que limitam-se, com idéias cristalizadas em função de um ego frágil e com a suposta solução de que a defesa de seus argumentos aliviaria sua tão natural frustração, a meu ver são os panos quentes que temos como plano b em momentos de conflito, não sei bem, mas o que sei é que também passo por isso.
Chega um certo tempo na vida acadêmica que a maioria dos alunos preocupa-se com as variáveis da última. Todos os cursos oferecem assuntos para todos os gostos.
Digo isso porque em psicologia a maneira de se focar é um tanto exigente e chega até cansar. Uma escolha é divergente da outra em partes, pois que criou a psicologia de modo geral, é claro, foi Freud com a psicanálise e depois seus seguidores 'a modificaram criando realmente as psicologias.
Quando estava no segundo ano como todo aluno nessa área fui conhecer a terapia, até porque estudar neuroses, psicoses e outros sem acompanhamento pode confundir o sujeito. Começei e me perdi até me achar. Gestalt terapia foi minha opção em primeira ordem. O que achei estranho foi que em quarenta minutos de terapia conversei até sobre a pizza que a terapeuta comeu junto com a família no dia anterior. Mas não desisti e continuei até o ponto que... me parece que a primeira impressão é a que fica e me desliguei da atividade.
A próxima preferi a abordagem Behaviorista que diga-se de passagem não aguentava as aulas vendo os ratinhos à tomar choque para condicionar seu comportamento. Quem se interessar sobre essa linha de pensar assista ao filme Laranja Mecânica, enfim a terapia durou muito pouco.
Para a minha alegria, minha professora na época em personalidade me mostrou o caminho de Lacan. Sua supervisora Lacaniana começou um trabalho analítico comigo, e eu nunca mais quis saber de outra abordagem.
No primeiro dia ela se sentou diante de mim. Parecia muito emocionada, inquieta talvez. As palavras brotavam da minha boca, cortantes feito uma lâmina, numa total verdade. O que eu disse nesse dia? Uma longa queixa provavelmente, brotada do meu infinito abandono. Ela me escutava no mesmo nível de verdade.
"Algo da vida estava em debate."


Bom dia

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