Colegial ... eu gostava…Digo, gostava, mas ainda gosto da sensação, de ter gostado assim de algo que senti gostar verdadeiramente.
Hoje gosto de outras coisas, diferentes dessa uma, outra, única, e gostava de continuar a gostar ...como gostava!
Um labirinto de palavras, uma confusão nítida de sentimentos controversos de uma realidade devastadora! Não encontrar um ponto de luz que me oriente neste túnel profundo onde me encontro e que me envolve e desespera vezes sem conta, retiram-me lentamente a energia, em passos largos que me deixam extenuada, quase vencida!
Estou a morrer devagarinho na pressa de não querer admitir a escuridão, o vazio, não consigo olhar em frente, apenas olho o aqui, ao lado, e nada vejo, mas insisto, em mirar, é minar o pensamento e enganar o coração.
Entretenho-me a escrever palavras vazias de sentido e cheias de intenções, uma ausência de motivos, uma presença de emoções!
Dizem que existe a lei da atracção, a força da energia, o pensamento positivo, teorias, na prática a distância, o esquecimento, o não olhar mais, o não vislumbrar nem a sombra, magoam como pedras bicudas no caminho que forçosamente tenho que percorrer, descalça, sangrando por dentro, com a pele lisa e rosada por fora como se algodão pisasse.
Escolhas difíceis, momentos de vida!
Hoje lembrei do quanto gostei e o meu coração doeu de tanto bater, por nada ou por alguém que não sei quem, esse ninguém!
Malditas palavras que dedilho nesta fúria serena da loucura de um gostar perdido no tempo, um tempo que não volta, um tempo que não sente, somente segue em frente e eu arrastada, levada pela esperança, quiçá enganada! Doem-me os pés, estou cansada, a cabeça lateja, sinto-a perdida, magoada!
Mas gostava…
Digo, ai como eu gostava que o tempo me devolvesse aquela vontade de gostar como eu tanto gostava!
Boa noite
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