Marcelo Taz
Na pele de Tibúrcio viveu o jornalista Marcelo Tas, que também era o repórter Ernesto Varela, da série Os netos do Amaral, da MTV..
Filho de dois professores, Marcelo sempre se recusou a estudar nas escolas onde eles lecionavam: "Não queria ser tratado de um modo diferente". Perdeu a conta das escolas por que passou. Marcelo diz ter sido bom passador de cola. Às vezes, até se arrependia disso: "Eu pensava que os colegas, desse jeito, nunca iriam aprender, mas não conseguia recusar".
O segundo grau Marcelo fez na Escola de Cadetes da Aeronáutica, em Barbacena, Minas Gerais. Lá, cola deixava aluno preso em fim de semana e sob risco de expulsão. Mas Marcelo nunca foi pego: as técnicas da sua turma eram sofisticadas. "Tínhamos um código de batidas na carteira, um Morse pessoal, exatamente como os prisioneiros na cadeia..."
Um cara sem dúvida incrível, Marcelo Taz no minimo é um profissional completo. Acompanho sua carreira desde a época do professor Tibursio na tv cultura, lembro de como ele surgia na tela da televisão de fundo branco e ele em preto, correndo e falando rápido coisas interessantes.
Quem é Ernesto Varela - o repórter? E como surgiu este personagem?
Pequena entrevista (fonte blog do Taz)
- O Ernesto Varela era uma repórter que cobria os eventos que os outros jornalistas estavam cobrindo, mas fazia perguntas diferentes e inesperadas, aquelas que só ele tinha coragem de fazer. O Varela surgiu da minha inabilidade de fazer televisão. A gente (o grupo Olhar Eletrônico) estava começando a fazer televisão. Ninguém era especialista, mas o que nos unia era a vontade de fazer uma televisão diferente. Como a gente nunca iria fazer bem o jornalismo tradicional, surgiu essa maneira um pouco canhota de fazer o Varela, um repórter desajeitado, ingênuo.
O que é a produtora Olhar Eletrônico? O que ela trouxe de revolucionário para a televisão brasileira?
- A Olhar existiu de 1982 a 1987, quando virou uma firma de publicidade. Éramos moleques trabalhadores, criativos e abusados. A meta era 'fazer a TV brasileira do terceiro milênio'.A meta foi atingida em grande parte. Veja só: subvertemos o telejornalismo com o repórter 'Ernesto Varela', reinventamos a TV com a câmera na rua e criamos o 'Crig-Rá', o programa jovem mais maluco da década de 80 que lançou o U2 no Brasil. Mesmo depois do fim da Olhar, foi o mesmo grupo que ocupou a TV Gazeta no final daquela década com o TV Mix. Na década de 90, parte da equipe se reencontrou na TV Cultura para criar a série infantil Rá-Tim-Bum, que mudou o padrão da programação infantil. Hoje, ainda vejo a Olhar Eletrônico viva na criatividade dos que ficaram na publicidade, como o Toniko Melo. Na cabeça pensante da TV Cultura que é o Dario Vizeu. Nos documentários etnográficos premiados do Renato Barbieri. E no talento explosivo do Fernando Meirelles, que o Brasil e o mundo finalmente reconheceram definitivamente com o sucesso de 'Cidade de Deus'.
Você já trabalhou em rádio? Se a resposta for sim, quais?
- Sim. Trabalhei na rádio Bandnews, 89FM, Brasil 2000 e Eldorado FM.
Qual é o principal lema do 'CQC'?
- O 'CQC' está correndo atrás de entender a notícia, e a gente acredita que é possível entendê-la com o humor. O humor é uma maneira de você fazer com que essa inundação de informação que a gente vive faça sentido. Uma coisa em que eu acredito muito: as coisas do 'CQC' gravam na cabeça das pessoas. A combinação de jornalismo com humor é muito poderosa.
Boa noite!
Na pele de Tibúrcio viveu o jornalista Marcelo Tas, que também era o repórter Ernesto Varela, da série Os netos do Amaral, da MTV..
Filho de dois professores, Marcelo sempre se recusou a estudar nas escolas onde eles lecionavam: "Não queria ser tratado de um modo diferente". Perdeu a conta das escolas por que passou. Marcelo diz ter sido bom passador de cola. Às vezes, até se arrependia disso: "Eu pensava que os colegas, desse jeito, nunca iriam aprender, mas não conseguia recusar".
O segundo grau Marcelo fez na Escola de Cadetes da Aeronáutica, em Barbacena, Minas Gerais. Lá, cola deixava aluno preso em fim de semana e sob risco de expulsão. Mas Marcelo nunca foi pego: as técnicas da sua turma eram sofisticadas. "Tínhamos um código de batidas na carteira, um Morse pessoal, exatamente como os prisioneiros na cadeia..."
Um cara sem dúvida incrível, Marcelo Taz no minimo é um profissional completo. Acompanho sua carreira desde a época do professor Tibursio na tv cultura, lembro de como ele surgia na tela da televisão de fundo branco e ele em preto, correndo e falando rápido coisas interessantes.
Quem é Ernesto Varela - o repórter? E como surgiu este personagem?
Pequena entrevista (fonte blog do Taz)
- O Ernesto Varela era uma repórter que cobria os eventos que os outros jornalistas estavam cobrindo, mas fazia perguntas diferentes e inesperadas, aquelas que só ele tinha coragem de fazer. O Varela surgiu da minha inabilidade de fazer televisão. A gente (o grupo Olhar Eletrônico) estava começando a fazer televisão. Ninguém era especialista, mas o que nos unia era a vontade de fazer uma televisão diferente. Como a gente nunca iria fazer bem o jornalismo tradicional, surgiu essa maneira um pouco canhota de fazer o Varela, um repórter desajeitado, ingênuo.
O que é a produtora Olhar Eletrônico? O que ela trouxe de revolucionário para a televisão brasileira?
- A Olhar existiu de 1982 a 1987, quando virou uma firma de publicidade. Éramos moleques trabalhadores, criativos e abusados. A meta era 'fazer a TV brasileira do terceiro milênio'.A meta foi atingida em grande parte. Veja só: subvertemos o telejornalismo com o repórter 'Ernesto Varela', reinventamos a TV com a câmera na rua e criamos o 'Crig-Rá', o programa jovem mais maluco da década de 80 que lançou o U2 no Brasil. Mesmo depois do fim da Olhar, foi o mesmo grupo que ocupou a TV Gazeta no final daquela década com o TV Mix. Na década de 90, parte da equipe se reencontrou na TV Cultura para criar a série infantil Rá-Tim-Bum, que mudou o padrão da programação infantil. Hoje, ainda vejo a Olhar Eletrônico viva na criatividade dos que ficaram na publicidade, como o Toniko Melo. Na cabeça pensante da TV Cultura que é o Dario Vizeu. Nos documentários etnográficos premiados do Renato Barbieri. E no talento explosivo do Fernando Meirelles, que o Brasil e o mundo finalmente reconheceram definitivamente com o sucesso de 'Cidade de Deus'.
Você já trabalhou em rádio? Se a resposta for sim, quais?
- Sim. Trabalhei na rádio Bandnews, 89FM, Brasil 2000 e Eldorado FM.
Qual é o principal lema do 'CQC'?
- O 'CQC' está correndo atrás de entender a notícia, e a gente acredita que é possível entendê-la com o humor. O humor é uma maneira de você fazer com que essa inundação de informação que a gente vive faça sentido. Uma coisa em que eu acredito muito: as coisas do 'CQC' gravam na cabeça das pessoas. A combinação de jornalismo com humor é muito poderosa.
Boa noite!
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