quarta-feira, 27 de maio de 2009

comportamento


Engraçado… as pessoas falam tanto no lembrar: “lembre-se de mim”, “você vai lembrar do meu aniversário!?”, “preciso lembrar de fazer o trabalho, e daquela citação-chave”. “Você jura que não vai me abandonar (esquecer) – jura Vi!? Jura que nunca vai me abandonar?” – dizem! Todos os dias, a pessoas nos forçam a lembrar de coisas, e não raro, marcando à ferro e fogo – lembranças dolorosas por vezes.
Entretanto, muitas vezes se esquecem de lembrar – do esquecer. Pois como diz meu grande amigo Nietzsche (de tantas horas…): nós somos constituídos, não apenas pelo que nos lembramos, mas também, daquilo que nos esquecemos.
Olvidar é (também) preciso… Viver, Oh não… nem sempre é preciso.
É incrível como acontece de não lembramos de coisas que ocorreram a segundos – uma fala, importante do professor na sala de aula; aquele recado urgente… E mesmo acontecimentos repetitivos.
Contrapartida, há coisas que acontecem uma vez – apenas uma única vez na vida: ocorrência essa (malditas sombras, inquietas sombras), a respeito da qual – passamos cada primeiro segundo do resto de nossos dias tentando esquecer, e não conseguimos: em vão! E a família é uma delas, pois análoga a varíola, nos diz Sartre: nós a temos – apenas uma vez, na infância – e carregamos as conseqüências pelo resto de nossas vidas.
“Eia, comecemos a evocação por uma célebre tarde de novembro, que nunca me esqueceu. Tive outras muitas, melhores, e piores, mas aquela nunca se me apagou do espírito” (Machado de Assis)
Bom dia!

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