É do jaleco que ele gosta maisSeguro de si era Guga quando estava no centro do espelho. Amar é fácil pensava ele todos os dias antes de sair para o trabalho.
No caminho do escritório ele observa todos os dias nas calçadas e faixas de pedestres da avenida paulista as mulheres e senhoras a transitar enquanto quase toda a população às sete e trinta da manhã pensa; preciso dormir mais cinco minutos. São cinco e meia da tarde, Guga com os sentidos em alerta, vê o cenário de forma diferente, nas ruas estão as mulheres com suas diferentes saias e siluetas. Algumas recatadas outras com decotes irados. Esse homem de trinta e dois anos, recém formado em comércio exterior, entende de comunicação como muitos desejam e é incrível como uma mulher o deixa sem fala. Salto, calça jeans rosa e jaleco de branco, quando viu, curioso da mulher cantou um clichê não convincente, numa travessa da paulista e ela respondeu; tenho herpes e continuou seu caminho. Gostou espantado da atitude que viera com dela, experimentou em conflito com o medo a insegurança, de tal garota segura de si. Afinal quem dá as cartas? Disse ao retrovisor do carro.
Guga chegou em casa pensativo, esperançoso em vê-la novamente. E quem sabe fosse a mulher da minha vida. Virou-se para o espelho do banheiro e pensou; Eu... sou, ela nem era tudo isso. Ao levantar no dia seguinte, depois se arrumar seguiu caminho para o escritório, observa todos nas calçadas e faixas de pedestres da avenida paulista, as mulheres e senhoras a transitar. E quase toda a população às sete e trinta da manhã pensa; preciso dormir mais cinco minutos. Guga não mais, pensava em identificar cada ponto rosa e cada garota de jaleco.
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